“Nada sinto, sinto muito”. Antes mesmo de qualquer espectador chegar a esta conclusão nos corredores do GAG (Grupo de Arte Global) a própria personagem em cena já profetizava a síntese do espetáculo. Não por acaso a peça tem nome de doença, mas por algum motivo estranho a troupe tem nome de remédio tarja preta. Dramax* não nos remedia da atual crise do teatro paulistano. Muito pelo contrário, diagnostica o quanto estamos distantes de superar este estado debilitado na produção artística.
Febre, escrita e dirigida por Marcos Azevedo, propõe um questionamento sobre a vida sócio-cultural contemporânea, pelo prisma da burguesia – ao mesmo tempo em que narra a saga de emancipação de uma jovem que se rebela contra a família. Para isto, a fábula de Alice no País das Maravilhas é usada como pano de fundo. Diana, a personagem principal, perde-se por entre seus delírios. Tudo acontece neste lugar interior, onde a memória e a imaginação se confundem. No trajeto, garota se conflita com seus temores e sonhos.
A tentativa de concretizar este ambiente preponderantemente psicológico e aparentemente anárquico culminou em uma construção cênica com problemas semiológicos. E isto nada tem a ver com a hermenêutica, ou seja, com a significação que a obra estabelece com o mundo. Mas sim com seu sentido interior. O estado febril onde tudo é possível, fez das escolhas dos atores e do diretor acriteradas.
Para compor o campo imagético de Diana foram usadas diversos recursos. Imagens projetadas nas paredes, vozes em off (gravações), figurinos deteriorados, objetos incompletos. Entretanto, em cena, encontravam- se sete atores com um comportamento aquém do cotidiano. Pareciam estar na sala se suas casas.Toda a parafernália cenográfica foi abaixo logo nas primeiras emissões de fala. Falas estas que não cabiam na boca dos atores. Além de não articularem as palavras tudo lhes vinha exteriormente. Nenhum deles integrava o delírio. Simplesmente o representavam no pior sentido da palavra. Resumindo, no espetáculo de nome Febre não vemos nenhum ator suar, nem se quer transpirar, mesmo a peça tendo quase duas horas de duração.
Não era preciso nenhum grande recurso tecnológico para dizer algo se o elenco o fizesse. Somos obrigados a assistir uma tentativa infeliz de esconder trabalhos ineficientes de atuação atrás do que o diretor deva supor como uma grande idéia. Certamente uma vaidade execrável.
Eis então a febre do teatro atual. Pessoas querendo vender suas idéias geniais a qualquer preço. Mesmo que custe depor contra a arte. Mesmo que seja um desincentivo à cultura. Mesmo que nos seja apresentado um espetáculo que dê vontade de não voltar mais ao teatro.
Febre, escrita e dirigida por Marcos Azevedo, propõe um questionamento sobre a vida sócio-cultural contemporânea, pelo prisma da burguesia – ao mesmo tempo em que narra a saga de emancipação de uma jovem que se rebela contra a família. Para isto, a fábula de Alice no País das Maravilhas é usada como pano de fundo. Diana, a personagem principal, perde-se por entre seus delírios. Tudo acontece neste lugar interior, onde a memória e a imaginação se confundem. No trajeto, garota se conflita com seus temores e sonhos.
A tentativa de concretizar este ambiente preponderantemente psicológico e aparentemente anárquico culminou em uma construção cênica com problemas semiológicos. E isto nada tem a ver com a hermenêutica, ou seja, com a significação que a obra estabelece com o mundo. Mas sim com seu sentido interior. O estado febril onde tudo é possível, fez das escolhas dos atores e do diretor acriteradas.
Para compor o campo imagético de Diana foram usadas diversos recursos. Imagens projetadas nas paredes, vozes em off (gravações), figurinos deteriorados, objetos incompletos. Entretanto, em cena, encontravam- se sete atores com um comportamento aquém do cotidiano. Pareciam estar na sala se suas casas.Toda a parafernália cenográfica foi abaixo logo nas primeiras emissões de fala. Falas estas que não cabiam na boca dos atores. Além de não articularem as palavras tudo lhes vinha exteriormente. Nenhum deles integrava o delírio. Simplesmente o representavam no pior sentido da palavra. Resumindo, no espetáculo de nome Febre não vemos nenhum ator suar, nem se quer transpirar, mesmo a peça tendo quase duas horas de duração.
Não era preciso nenhum grande recurso tecnológico para dizer algo se o elenco o fizesse. Somos obrigados a assistir uma tentativa infeliz de esconder trabalhos ineficientes de atuação atrás do que o diretor deva supor como uma grande idéia. Certamente uma vaidade execrável.
Eis então a febre do teatro atual. Pessoas querendo vender suas idéias geniais a qualquer preço. Mesmo que custe depor contra a arte. Mesmo que seja um desincentivo à cultura. Mesmo que nos seja apresentado um espetáculo que dê vontade de não voltar mais ao teatro.
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